Prédios de Bauru, no interior de São Paulo, estão proibindo locações de imóveis para repúblicas de estudantes. A cidade tem cerca de 25 mil universitários. A decisão de não alugar os imóveis a estudantes é tomada por administradoras e nas reuniões de condomínio. A medida tem desagradado imobiliárias e alguns donos de imóveis.
Adelino Alonso, proprietário de uma imobiliária, afirma que deixou de alugar 200 imóveis nos últimos quatro meses por conta dessas restrições. “O mercado não tem uma grande oferta de imóveis para estudantes. Com essa restrição, ocasionou mais problemas."
Edison Giacomini, síndico de um prédio de Bauru há 20 anos, defende a medida. “Estudantes, de modo geral, se reúnem, fazem festa, brincam, são descontraídos e acabam fazendo barulho e perturbando quem mora em baixo”.
Para Giasone Albuquerque Candia, coordenador de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Bauru, a proibição de alugar imóveis para repúblicas discrimina quem vem à cidade. “É preciso uma conciliação entre as partes no sentido de favorecer os estudantes”, afirma.